terça-feira, 31 de agosto de 2010

Volume de material reciclado recolhido em Florianópolis triplica nos últimos dois anos

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Florianópolis triplicou nos últimos dois anos o volume do material reciclado recolhido nas ruas, passando de 189 para 586,5 toneladas mensais. Incluindo a economia gerada para a prefeitura, que não gasta para enterrar o material, e a renda para as associações de catadores, a coleta seletiva movimenta aproximadamente R$ 1 milhão por ano na cidade.

Uma pesquisa da empresa ambiental Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), de São Paulo, aponta Florianópolis como a segunda cidade do país que mais investe na coleta seletiva. O estudo feito nas capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes, em 2008, considerou a abrangência dos programas, os investimentos das prefeituras e a disponibilidade de informações.

O diretor executivo da Cempre, André Vilhena, explica que, em Florianópolis, cada tonelada produzida de material reciclável representa um investimento de R$ 658 para a administração municipal. A campeã é Santos, onde são investidos R$ 1.027.

O levantamento apontou que Florianópolis também é a segunda cidade do país com maior cobertura da coleta seletiva: 84% dos moradores são atendidos. Perde para Porto Alegre e Curitiba, empatadas em primeiro lugar.

De acordo com a Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap), houve uma ampliação no atendimento de 2008 para cá. A cobertura, agora, já estaria em 90%. Nos locais que ainda não são atendidos, os moradores precisam de um empenho extra para ser ecológico: é preciso levar o lixo até um ponto onde o caminhão passe.

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